Rate This

Quantcast


No domingo, 23 de Maio de 2010, às 4 h e 45 minutos da madrugada, embarquei no carro do fotógrafo J. Benincá com destino a uma das melhores aventuras dos últimos meses – uma caminhada nas trilhas da região do Forno Grande, em Castelo – ES.

Acordar tão cedo sempre é difícil e precisei de uma boa dose de determinação para sair da cama. Para não correr o risco de deixar nada para trás, preparei minha mochila com os equipamentos e outros itens necessários na véspera. Então quando acordei de madrugada foi só tomar banho, me vestir e tomar o café da manhã.

Saindo da Grande Vitória, pegamos a BR 262 em direção à Venda Nova do Imigrante. Mas nosso destino era outro e após uma parada para um café da manhã decente em Pedra Azul, pegamos uma estrada saindo da BR 262 à esquerda com destino ao Caxixe.

Logo estávamos em uma estrada de terra e subindo cada vez mais. O dia já havia clareado e fizemos algumas paradas para fotografar as paisagens. A estrada estava em boas condições e avançamos rápido. Porém como eu ainda não conhecia a região e não consegui nenhuma informação de localização geográfica de nosso destino, não pude preparar um roteiro no GPS. Volta e meia tivemos que pedir informações aos moradores do local para conseguir chegar à Fazenda Sossego.

O local escolhido como ponto de encontro foi uma agradável surpresa. Localizada a 1.125 metros de altitude, nas coordenadas 20°29’5.21″ de latitude Sul e 41° 6’35.01″ de longitude Oeste, a propriedade está preparada para turismo rural e conta com hospedagem do tipo “Cama & Café”, área arborizada com mesas e bancos, um galpão com um fogão à lenha, mesas e cadeiras, banheiros, bica d’água e uma paisagem deslumbrante. No local também se fabrica queijos.

Já havia algumas pessoas aguardando para participar do evento, mas o grupo principal de Cachoeiro de Itapemirim ainda estava a caminho. Aproveitei o tempo livre para fotografar algumas coisas que achei legais.

O café da manhã foi servido, o pessoal de Cachoeiro havia chegado e lá estava eu tomando o terceiro café da manhã do dia. Havia muita animação, pessoas dispostas para a aventura e até algumas crianças. O coordenador do evento, João Luiz pediu que nos juntássemos para ouvir as informações importantes e também apresentar a proprietária da fazenda, dona Maria Rita Casagrande. Em seguida saímos para a grande aventura.

Trecho 1

Início: 8h46min – Duração: 1 h, 18 min – Velocidade média: 3,0 km/h

No início pegamos uma estrada de chão em boas condições, mas poucos quilômetros adiante já estávamos subindo por uma laje de pedra, o que exigiu algum esforço da turma. A cada quilômetro subíamos cada vez mais e a estrada se transformou em uma trilha. A paisagem era uma sucessão de coisas interessantes: lagoas, casas de madeira antigas e abandonadas, fazendas, matas, montanhas, nuvens baixas, neblina, chuva, ou seja, o melhor tempero para uma aventura.

Algumas crianças não tiveram fôlego para prosseguir e retornaram com sua mãe tranquilamente para a fazenda Sossego. Já tinham se aventurado bastante por um dia. Os demais seguiam tranquilamente aproveitado para fotografar tudo o que era interessante.

Após 3,6 quilômetros atingimos um dos pontos mais altos do trajeto: 1.471 metros. Considerando como base a altitude da fazenda em nosso ponto de partida, havíamos subido 346 metros. Como referência, isso é a metade da subida do acampamento Casa Queimada até o Pico da Bandeira pelo lado do Espírito Santo.

Trecho 2

Início: 10h04min – Duração: 40 min – Velocidade média: 2,0 km/h

Com mais um trecho curto chegamos ao local das Oito Cruzes. Eu havia ouvido falar em sete, mas contei cinco agrupadas ao pé da pedra e mais três afastadas. As cruzes são de madeira e tem aproximadamente dez metros de altura. Foram levadas pelos moradores da região em algum rito religioso. Ficou claro que o esforço necessário para tal feito é considerável.

No local enfrentamos as nuvens que teimavam em encobrir a paisagem. Mas em alguns momentos tivemos aberturas que permitiram fotografar e filmar. Aproveitamos também para descansar e curtir o momento.

Trecho 3

Início: 10h43min – Duração: 33 min – Velocidade média: 3,0 Km/h

Em seguida retornamos pela mesma trilha até um ponto onde pegamos uma nova trilha que nos levou ao ponto mais elevado em nosso trajeto. Um último esforço de subida para transpor a colina e estávamos em seu topo com vista para o local das Oito Cruzes. Tivemos que cruzar uma cerca de arame farpado, o que foi fácil pois vários colegas se prontificaram em espaçar os fios para os demais não se arranharem neles.

Trecho 4

Início: 11h16min – Duração: 59 min – Velocidade média: 2,0 km/h

No início desse trecho alcançamos uma área com vegetação bastante densa. Caminhamos pela mata até sairmos em um descampado com enormes pedras que se destacavam no cenário. A turma aproveitou para mais uma rodada de fotografias.

Mais alguns metros e chegamos ao Pico do Cruzeiro. Conforme me explicaram, o cruzeiro foi fixado naquele lugar na década de 50. Lá de cima avista-se todo o Caxixe, mas devido à densa cobertura de nuvens não vimos nada lá em baixo e sim um mar de nuvens abaixo de nossa posição e a perder de vista. Foi mais um dos momentos espetaculares dessa aventura.

Trecho 5

Início: 12h14min – Duração: 1 h, 16 min – Velocidade média: 3,0 Km/h

No retorno pegamos uma nova trilha que descia diretamente da colina com áreas de grama, pedras e alguns pontos alagados. Alguns aventureiros menos cuidadosos escorregaram e caíram. Felizmente nenhum ferimento. Só diversão.

Já no trecho de estrada aproveitei para andar mais rápido e poder chegar logo na fazenda. Afinal havia um almoço nos esperando e eu estava faminto. No total percorremos 11,9 km em 4 h e 44 min com velocidade média de 3 km/h

A aventura naquele lugar foi melhor do que eu esperava. Já penso em voltar lá com o tempo mais aberto para tirar outra leva de fotos e me divertir bastante.

Todas as informações, fotos, vídeos e mapas podem ser vistas em http://www.teddsantana.com/aventura_forno_grande.html