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24.04.2010

Aventura e devoção na Pedra da Penha . Texto de Rodrigo Souza!

 

 

AVENTURA E DEVOÇÃO

Pedra da PenhaPedra da Penha

Pedra da PenhaPedra da Penha

Doze de abril de 2010. Feriadão em plena segunda feira, manhã chuvosa, Cachoeiro com clima ameno... Um convite para, plagiando Guimarães Rosa, deitar na cama e se acabar?

Para alguns não.

Destino: Comunidade de Auxiliadora, Distrito de São Vicente, Cachoeiro de Itapemirim/ES.

Motivo: Subir à Pedra da Penha, sob uma chuva fria e insistente, por uma picada recentemente aberta pelos locais para que os romeiros participem da celebração quase centenária que acontece anualmente no
topo da pedra cujo nome homenageia a Santa Padroeira do Espírito Santo.

Confesso que fui motivado mais pela aventura, sem, no entanto, deixar de ressaltar a religiosidade daqueles que, apesar da chuva, da idade, da falta de preparo físico, etc., subiram à Pedra para louvar a Santa
de sua devoção.

Segundo o Sr. Valdir, morador do local que faz a caminhada há mais de 40 anos e que muito solícito foi nosso guia por todo o percurso, a Pedra da Penha é o ponto mais alto do município de Cachoeiro, com mais de 1.200 metros de altitude. Explicou ainda que a imagem de N. Sra. da Penha existente no local é uma substituta, eis que a original – que lá esteve por mais de 80 anos – encontra-se na UFES passando por uma restauração: “Ano que vem, se Deus quiser ela está de volta!”.

Chegar de carro até o início da trilha foi uma aventura à parte e que por causa da chuva que varou a madrugada só foi possível de caminhonete, mesmo assim com o auxílio dos amigos que literalmente
‘pisaram no barro’ para tirar o carro de alguns atoleiros.

Lá de baixo já se ouviam os foguetes estourados em louvor à homenageada; e como não tinha o João Luiz para organizar aquele café da manhã, o que me salvou foi o delicioso canjicão e o ‘Pão de Jesus’
oferecidos amavelmente pela Sra. Emília Abreu, residente no local.

Apesar da trilha ser bastante íngreme (tanto que em alguns trechos foram fixados cabos para apoio) a caminhada seria de nível médio, não fosse a chuva que tornou o caminho lamacento, escorregadio, e por
vezes perigoso. Na descida, aqueles que usavam calçados menos apropriados sofreram com os tombos...

Embora o clima não tenha ajudado (a exemplo da caminhada do ‘Vale do Segredo’ o visual do alto da Pedra permaneceu o tempo todo oculto pela cerração...) deu para ter uma idéia do que espera os caminhantes num dia de sol e céu aberto. Disseram que lá é o lugar de onde se tem a melhor e mais bela visão de Cachoeiro e dos monumentos naturais que rodeiam a cidade.

Destaca-se a presença do Prefeito Carlos Casteglione, que movido tanto pela religiosidade quanto pela aventura, participa da romaria há anos.

Fica a sugestão para que a Pedra da Penha no Distrito de São Vicente – destino próximo porém pouco conhecido pela maioria dos cachoeirenses – entre de vez no calendário de aventuras do nosso grupo.

Rodrigo Souza

 

 

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