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16.08.2009

Lei vai pagar produtor por prestação de serviços ambientais!

 

 

Lei vai pagar produtor por prestação de serviços ambientais

Assunto foi debatido na abertura do 8º Congresso da Abag, em São Paulo

Mariane De Luca | São Paulo (SP)

 

A Associação Brasileira de Agribusiness (Abag) quer que produtores rurais sejam reconhecidos financeiramente por prestarem ações de preservação ambiental. Esse foi o principal assunto debatido na abertura do 8º Congresso da Abag, que ocorreu nesta segunda, dia 10, em São Paulo. O Estado deve sair na frente nessa questão, e promete lançar em breve a lei paulista de pagamento por serviços ambientais.

 

Em um ponto, todas as autoridades que estavam na abertura do congresso da Abag concordam: enquanto for mais rentável derrubar uma árvore do que preservá-la, a busca pela sustentabilidade será em vão.

 

— A sustentabilidade esbarra na questão da renda. Só consegue preservar quem tem mais dinheiro — diz o secretário de Agricultura de São Paulo, João Sampaio.

É por isso que o governo de SP deve divulgar em setembro a lei paulista de pagamento por serviços ambientais. Quem preservar a água vai receber dinheiro. Parte dos recursos devem vir da cobrança pelo uso da própria água.

 

A sustentabilidade é um dos temas centrais do congresso. Em entrevista coletiva, a diretoria da Abag defendeu que o agronegócio brasileiro precisa ter um discurso único nesse sentido. Setores produtivo, privado e governo devem falar a mesma língua e deixar de lado ações isoladas.

 

Para a Abag, a questão da remuneração por serviços ambientais tinha que estar entre as principais propostas que devem ser levadas a conferência da ONU sobre mudanças climáticas, que vai ocorrer em dezembro em Copenhague. Segundo a associação, o Brasil poderia gerar US$ 2 bilhões se serviços como reflorestamento e redução de queimadas também pudessem ser convertidos em crédito de carbono.

 

O ministro interino de Agricultura, Gerardo Fontelles, disse que o governo federal já vem agindo nesse sentido, concedendo limites maiores de empréstimo a quem preserva o meio ambiente.

 

Para o ex-ministro Roberto Rodrigues, mais importante do que levar esses temas à conferência da ONU, é que as metas que forem estabelecidas lá sejam, de fato, cumpridas.

 

 

 

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