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14.12.2008

Veja a história do Espírito Santo na Estrada Real !

 

 

19/05/2008

Mineiros e capixabas debaterão inclusão do ES no roteiro nacional da Estrada Real
Representantes do Espírito Santo, entre eles a deputada Luzia Toledo (PTB) e o secretário estadual de Turismo, Marcus Vicente, participam nesta terça-feira (dia 20/5), às 10 horas, na Assembléia Legislativa de Minas Gerais, da Audiência Pública para inclusão do Espírito Santo na Estrada Real. A audiência foi requerida pela parlamentar mineira Cecília Ferramenta (PT).
Luzia Toledo também vai se reunir com o presidente do Conselho Deliberativo da Estrada Real, Ebe Rhard Hans Aichinger, e o diretor da instituição, Wladimir Baques, para saber detalhes sobre o processo de inclusão do Estado no roteiro nacional da Estrada Real, que atualmente conta com Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.
Também devem participar da Audiência Pública mineira, o historiador João Eurípedes Franklin Leal, o diretor do Sebrae, Rui Dias, além de representantes da Findes e outros parceiros capixabas. Luzia Toledo explica o porquê de reivindicar a inclusão do Estado na Estrada Real. É que o Espírito Santo está ligado historicamente ao ciclo do ouro. No século XVIII foi área de proteção às minas de ouro de Minas Gerais. Esta situação fez com que não houvesse permissão para a construção de nenhuma estrada em direção a Minas Gerais. Porém, no início do século XIX, em 1814, na época do Governo Real chefiado por D.João VI, foi iniciada a construção de uma estrada ligando Vitória a Mariana e Ouro Preto (MG).
Documento oficial de 28 de agosto de 1816 confirma a conclusão da Estrada Real no governo de Francisco Alberto Rubim, que recebeu o nome de Estrada Real S. Pedro de Alcântara, logo em seguida. Ela percorria praticamente o trajeto da atual BR-262 e servia para o comércio entre as duas regiões, explica a parlamentar, citando a pesquisa do historiador João Eurípedes Franklin Leal.
Segundo o historiador, a estrada percorria a região do vale do Rio Castelo, onde se desenvolveu, momentaneamente, a exploração do ouro nos séculos XVIII e XIX, além de ter sido usada por mineiros que, devido à decadência da exploração aurífera e agrícola em Minas Gerais, migraram para a região Sul do Espírito Santo, dando origem a maioria de seus municípios.
Mineiros e capixabas criarão Frente Parlamentar para incluir ES na Estrada Real
A criação de uma Frente Parlamentar do Sudeste e uma agenda de ações integradas entre capixabas e mineiros para incluir o Espírito Santo na rota da Estrada Real está entre os resultados da audiência pública realizada no Plenarinho I, da Assembléia Legislativa de Minas Gerais, realizada na manhã desta terça-feira (20/05). Os capixabas foram representados pela vice-presidente da Assembléia Legislativa do ES, deputada Luzia Toledo, pelo secretário estadual de Turismo, Marcus Vicente, além de parceiros como o Sebrae e a Findes.
A audiência pública foi proposta pela Comissão de Turismo, Indústria, Comércio e Cooperativismo da Assembléia Legislativa de Minas por solicitação da deputada Cecília Ferramenta (PT) para conhecer o levantamento histórico do professor João Eurípedes Franklin Leal, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que comprova a vinculação do Espírito Santo com as minas de ouro de Mariana e Ouro Preto. O professor participou da reunião.
De acordo com o requerimento da deputada Cecília Ferramenta, o levantamento histórico confirma que rotas no Espírito Santo também integraram a Estrada Real. O estudo teve como base documentos existentes no Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro, e material cartográfico do Arquivo Público do Espírito Santo. "A integração do Espírito Santo à Estrada Real é uma proposta ousada e, a princípio, nos parece benéfica para ambos os Estados", destacou a parlamentar mineira. Ela apresentou o requerimento atendendo à solicitação da deputada capixaba Luzia Toledo, que propõe a inclusão do ES no projeto turístico Estrada Real.
Para Luzia Toledo, a audiência foi “um marco histórico entre o Espírito Santo e Minas Gerais. Criou-se um elo mais estreito. Vamos criar uma agenda integrada de ações e debater, também, com os capixabas, em audiência pública, em Vitória, no início de agosto”.
O presidente da Comissão de Turismo da Assembléia de Minas, deputado Vanderlei Miranda também está eufórico com o resultado da audiência. “Somos devedores dos capixabas”. Para ele, “a inclusão do Espírito Santo na Estrada Real já pode ser considerada como concretizada. É mais um passo no estreitamento entre os Estados, que deverá resultar em mais uma opção de turismo e geração de renda. A audiência foi positiva e propositiva. O que depender dos mineiros, o Espírito Santo será incluído na rota da Estrada Real”.
Outro entusiasta é o secretário de Turismo, Marcus Vicente. “A receptividade não poderia ter sido melhor. Agora, vamos fazer uma agenda de trabalho para articular as primeiras ações, já em junho. Os dois Estados só tendem a ganhar com esta integração de destinos turísticos”.
O historiador João Eurípedes disse que se surpreendeu com a reação dos mineiros e que sua pesquisa histórica não gerou polêmica. “A aceitação foi entusiástica. Complementei algumas informações históricas e praticamente a inclusão do Espírito Santo na Estrada Real como rota imperial, já é uma realidade”. Ele frisou que o público que lotou o Plenarinho I da Assembléia Mineira reuniu também grupos empresariais e políticos. Representantes da Federação das Indústrias de Minas e do Sebrae, além do diretor geral do Instituto Estrada Real, Wladimir Baques e do presidente do Conselho Deliberativo da instituição, Ebe Rhard Hans Aichinger participaram dos debates.
Dados históricos
Conforme o professor Franklin Leal, o Espírito Santo era considerado, no século XVIII, área de proteção das minas de ouro - "a barreira natural das Minas Gerais", segundo documentos de época, e não havia permissão para ligações entre os estados. No início do século XIX, em 1814, na época do Governo Real chefiado por Dom João VI, foi iniciada a construção de uma estrada ligando Vitória a Mariana e Ouro Preto. Documento oficial de 28/8/1816 fala, explicitamente, da conclusão da Estrada Real no governo de Francisco Alberto Rubim - que, em seguida, recebeu o nome de Estrada Real São Pedro de Alcântara. O trajeto, mais ou menos coincidente com a atual BR-262, servia para o comércio entre as duas regiões.
Ainda segundo o professor, a estrada percorria área no Vale do Rio Castelo, onde se desenvolveu, em dado momento, a exploração do ouro nos séculos XVIII e XIX. Também foi usada por mineiros que, devido à decadência da exploração agrícola e do ouro em Minas, migraram para o Sul do Espírito Santo, dando origem à maioria de seus municípios.
O circuito da Estrada Real é o principal projeto turístico do Governo de Minas, com mais de 1,4 mil km de patrimônio, com destaque para natureza, cultura e arte. Tem reconhecimento nacional e internacional e é atualmente coordenado pelo Instituto Estrada Real, com o apoio da Fiemg, a Federação das Indústrias de Minas.

 

 

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