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Unimed Sul Capixaba

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26.08.2007

Recebendo Créditos para Salvar Árvores. Veja mais !

 

 

Recebendo créditos para salvar árvores - a cobertura das florestas é uma defesa natural contra o aquecimento global. Vamos pagar para preservá-la ! (notícia do Times, agosto 2007, por Bryan Walsh)

Um teste para você, especialista em aquecimento global: depois da China e dos Estados Unidos, qual o país é o maior emissor anual de gases do efeito estufa? Responda o tecnológico Japão ou a Alemanha industrial e você errou. A resposta é a rural Indonésia, que emite 3,3 bilhões de toneladas de dióxido de carbono por ano, quase tudo isso fruto do desmatamento. Árvores vivas absorvem CO2 , mas quando são derrubadas ou queimadas liberam o CO na atmosfera. As árvores também absorvem a luz do sol, aquecendo a terra, mas nos trópicos sua capacidade de absorver CO2 e promover a formação de nuvens tem o efeito geral de resfriamento. Além disso, florestas menores significam menos árvores para absorver o gás carbônico emitido pelas indústrias e meios de transporte. O desmatamento é responsável por cerca de 20% das emissões globais de carbono, mais do que todos os carros, barcos e aviões do mundo. Diversos programas fazem o reflorestamento para compensar as emissões, mas é ainda mais importante salvar as árvores que já existem. "É preciso tratar das florestas para fazer qualquer progresso na área das mudanças climáticas", diz Carter Roberts, presidente do Wolld   Wildlife Fund.

Apesar das altas taxas de emissões, o Protocolo de Kioto não dá nenhum incentivo para que os países tropicais protejam suas florestas, um processo chamado de desmatamento evitado. Mas isso começa a mudar. O Banco Mundial está arrecadando US$ 250 milhões para um fundo piloto cujo objetivo é apoiar projetos em todo o mundo que incentivem os governos e as empresas dos países desenvolvidos a pagar para a preservação de árvores no trópicos em troca de créditos de carbono que lhes dão o direito de emitir CO2. É um pequeno passo, mas representa uma das primeiras tentativas para usar as ferramentas do mercado de carbono para salvar os 13 milhões de hectares de florestas destruídos a cada ano. Os atuais programas de créditos de carbono se concentram nas emissões industriais.  Essa iniciativa amplia o mercado do carbono para a grande fatia das emissões de CO2 provocada pelo desmatamento. "Se o desmatamento é 20 % do problema, ele deve ser 20 % da solução", diz     Benoit Bosquet, especialista em biocarbono do banco que organiza o fundo.

No entanto, para chegar a esse nível, os defensores do desmatamento evitado devem satisfazer os céticos que mantiveram tais projetos fora do Protocolo de Kioto quando o programa de comércio de carbono do tatado ambientalista foi criado em 2001. Na época, os negociadores temiam que o carbono liberado pelo corte ou queima da madeira fosse díficil de rastrear com precisão, e portanto os países poderiam acabar recebendo por preservar florestas não existentes. Mas, desde então, os cientistas aprimoraram enormemente a capacidade de monitorar o desmatamento por meio de satélites.

Se o desmatamento evitado decolar, os benefícios irão muito além da redução das emissões de CO2. As florestas tropicais são ricas em biodiversidade, mas não há um modo de ganhar dinheiro mantendo-as intactas, até agora. Dar aos países tropicais créditos de carbono pela não emissão de gases do efeito estufa quando as árvores são preservadas coloca um preço de mercado na manutenção das florestas como tal. E assim a conservação pode competir economicamente com as destrutivas extração de madeira e criação de gado. Em vez de derrubar árvores, os pobres em zonas rurais podem se sustentar com a venda de créditos de carbono para a preservação das florestas." Você pode agir para a redução da pobreza e o cultivo da biodiversidade e tratar de enormes  perdas de carbono" , diz Marcel Silvius, gerente sênior de programas da Wetland Internacional.

Nem todos os críticos estão convencidos. Jutta Kill, do grupo de defesa das florestas FERN, teme que os países ricos usem os créditos das florestas como desculpa para não reduzir suas emissões. O certo é que o desmatamento evitado dá aos países tropicais uma participação vital nos esforços para desacelerar as mudanças climáticas sem forçá-los a escolher entre   desenvolvimento e meio ambiente. A Indonésia já pressiona para que o desmatamento seja incluído em qualquer discussão pós Kioto sobre a mudança climática neste inverno. Esperamos que isso aconteça. É hora de salvar as árvores para que elas possam nos salvar.

A ONG Caminhadas e trilhas - Preserve apóia esta causa !!! 

 

 

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