Caminhadas e Trilhas

Unimed Sul Capixaba

NOTÍCIAS


05.12.2006

Roteiro de História e Cultura de Itapemirim e Marataízes (ES)

 

 

PRÉDIOS HISTÓRICOS DE ITAPEMIRIM / MARATAÍZES

PALACIO DO RIO MUQUI (RESIDÊNCIA DO BARÃO DE ITAPEMIRIM)

O palacete que habitava o Barão, à margem do Itapemirim, era construído no feitio dos castelos medievais, sobre o alto de uma colina de onde se descortinava a vastidão do oceano. Escadarias de mármores com leões à entrada e torreões nos cantos.

O interior era luxuoso e brunido, contendo biblioteca, salões de bilhar, sala de armas e alcovas primorosas com leitos marchetados. As baixelas de prata pesada brilhavam na vasta copa severamente decorada e sombria. Como nos castelos feudais.

Também tinha os seus desvãos meio subterrâneos e capela magnífica. Nela eram celebrados os casamentos dos seus filhos e parentes. Essa capela, votada a S. Antonio, Já a encontrara o barão, quando comprava a fazenda a D. Gertrudes Maria de Santo Antônio, viúva do capitão mor Miguel Antônio de Oliveira. A fazenda tinha pomar e alamedas de bambus. No mar tinha a seu serviço dois navios veleiros. (Antonio Marins, Minha Terra e Meu Município, 137 – 1920/ por Heribaldo Lopes Balestrero, 199 - 1977).


CÂMARA MUNICIPAL DE ITAPEMIRIM

Ao iniciar a colonização do Brasil, nas primeiras décadas do século XVI, a Coroa portuguesa instituiu aqui as Câmaras Municipais, cuja principal finalidade era a administração das vilas Municipais.

Até a aquisição da sede própria para seu funcionamento, as sessões da Câmara ocorriam geralmente na casa do Juiz municipal que presidia o órgão, ou em residências alugadas especialmente para tal. Somente em 1857, na sessão de 17 de agosto, os vereadores sob presidência do Capitão Francisco de Paula Gomes Bittencourt, aprovaram a compra da casa pertencente à Josepha de Pinho Souto Bello, pela quantia de Dez contos de Réis, onde hoje se contra a sede do Legislativo Municipal

No mesmo ano o Barão de Itapemirim doou à Câmara os quadros que havia adquirido anteriormente, com os retratos de D.Pedro II e a imperatriz. Esses quadros são de autoria do pintor português Antonio Cavalheiro D’Almeida e foram pintados em 1852, sendo um dos únicos a retratar o imperador com a idade de 30 anos.(Luciano Retore Moreno e Luiz Cláudio N. da Silva, Câmara Municipal de Itapemirim - )


RESIDÊNCIA DO CAPITÃO JOSÉ TAVARES DE BRUM

No dia 07 de fevereiro de 1860, a Vila de Itapemirim recebeu a visita do Imperador D. Pedro II, sua esposa, D. Teresa Cristina e comitiva.

Desde novembro de 1859 fora estabelecido o local que seria hospedado o imperador, numa tentativa de minimizar os conflitos internos que dividam politicamente o grupo do barão de Itapemirim, os “arraia” e o dos moços da Areia, os “macucos”. A casa determinada a ser usada como hospedagem às majestades imperiais foi a do Cap. José Tavares de Brum e Silva, em frente a rua das Palmeiras. .(Luciano Retore Moreno e Luiz Cláudio N. da Silva, Câmara Municipal de Itapemirim )


IGREJA MATRIZ NOSSA SENHORA DO AMPARO

Com o crescimento da população verificado ainda na primeira metade do século XIX, se fez necessário à construção de uma nova Matriz pois a igreja erguida em 1815, na atual rua Jerônimo Monteiro, já se encontrava por volta de 1840, com sua estrutura de madeira praticamente comprometida pelos cupins. A Câmara municipal não mediu esforços para que o novo templo fosse erguido. Iniciada em 1848, sob o comando do Capuchino Paulo Antônio de Casanova, pároco .

Foi inaugurada oficialmente em 15 de setembro de 1855, com a trasladação das imagens de Nossa Senhora do Amparo e São Benedito, além da pia batismal, a despeito da inscrição da placa fixada acima da porta central do templo, que apresenta o ano de 1853. (Luciano Retore Moreno e Luiz Cláudio N. da Silva, Câmara Municipal de Itapemirim - )


PALÁCIO DAS ÁGUIAS

Palácio das Águias, é uma construção do século XIX, localizado no litoral sul do Espírito Santo, junto à Barra do Itapemirim, antigo núcleo de povoação, fundado em 1771. Construídos em 1883, o Palácio das Águias e o Trapiche (armazém de mercadorias do porto) foram importantes ponto comercial e residência de Simão Rodrigues Soares, próspero comerciante português, numa época em que toda a produção agrícola da Região Sul do Estado passava pelo porto da Vila de Itapemirim.

Com a construção da Estrada de Ferro Leopoldina, e depois estradas de rodagem, o Trapiche foi caindo em desuso, até ser desativado nos anos 50. O Palácio das Águias continuou sendo residência, desde os descendentes da família Soares até famílias desamparadas nos últimos tempos.

Tombados em 1998 pelo Conselho Estadual de Cultura (CEC), o Trapiche já em ruínas e o Palácio das Águias em precário estado de conservação, foram construídos em estilo eclético, cobertos por telhas francesas tipo Marselha, com portas e janelões de pinho de riga de procedência portuguesa.

A edificação histórica sofreu intervenções de caráter restaurador por meio do projeto estadual Oficina Escola de Artes e Ofícios. O projeto, que tinha como meta o ensino e a formação de mão-de-obra especializada em restauração envolvendo jovens em vulnerabilidade social, foi paralisado em 2001 e, automaticamente, as obras que estavam sendo realizadas também foram interrompidas.

Nenhuma das etapas previstas nesta restauração foi concluída e, com o passar do tempo, o abandono, a depredação e as agressões climáticas, a condição física do conjunto edificado se deteriorou.

O Palácio das Águias, que já estava em avançado estado de depredação, sofreu considerável abalo estrutural com as incessantes chuvas que assolaram o município no fim do ano passado.

A fachada principal da edificação que apresentava, previamente, graves problemas estruturais (grandes rachaduras, excesso de umidade e recalques) não suportou a ação das águas da chuva e ruiu no dia 16 de dezembro de 2005.(site governo estadual)


TRAPICHE

Trapiche, assim denominado armazém junto ao cais onde se depositam mercadorias, foi erguido pelo Barão de Itapemirim, proprietário da Silva Lima e Braga e, posteriormente, adquirido por Henrique Deslandes e Manoel Ferreira Braga. Em 1881 , o Capitão Deslandes transfere seu contrato para o comerciante português, Simão Rodrigues Soares.

Importante testemunha do vigoroso comércio praticando àquela época na região, em que toda a produção agrícola da Região Sul do Estado passava pelo porto da Vila de Itapemirim, responsável pelo surgimento de importantes centros como Cachoeiro de Itapemirim. ( sites: governo estadual e estação capixaba)


Colaboração : Dr. Paulo Viana / Dr. Paulo de Tarso

 

 

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