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Unimed Sul Capixaba

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10.11.2015

Colega preserva área de Mata Atlântica

 

 

Funcionário criou e desenvolveu reserva florestal que conserva um pedaço do bioma de floresta tropical que abrange a costa leste, sudeste e sul do Brasil.


Criar uma reserva florestal nunca tinha passado pela cabeça do gerente João Luiz Madureira Júnior, que atua na agência da cidade de Rio Novo do Sul, na região serrana do Espírito Santo (ES). Em 1993, o colega do Banco do Brasil adquiriu um sítio em sociedade com o irmão para o lazer e o descanso da família em uma cidade vizinha. Depois de visitar uma reserva particular em Cachoeiro do Itapemirim e ficar admirado com a ideia de se preservar uma área de Mata Atlântica, foi que surgiu o lampejo: por que não fazer o mesmo em sua propriedade?

Naquela época, João e seu irmão não sabiam exatamente como proceder para criar uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN). O processo ainda era muito burocrático e confuso. Em 2004, os irmãos participaram de um edital para a criação deste tipo de reserva lançado pela Fundação S.O.S. Mata Atlântica. Foram aprovados junto com outros 14 projetos e no ano seguinte, com o surgimento do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), começaram a ser viabilizados. Depois de todos os trâmites, a reserva dos irmãos Madureira tornou-se realidade em 2008, por meio de uma portaria federal.

Batizada como Reserva Mata da Serra, a RPPN fica na localidade de São Benedito, a 11 km do centro do município de Vargem Alta, vizinha à cidade onde vive João. A propriedade possui 22 hectares de área conservada, das quais 14,54 hectares de Mata Atlântica são protegidos.

Bem próxima ao distrito de Matilde – referência quando se fala em esportes radicais no Espírito Santo – a reserva é cortada por vários córregos, que por sua vez formam diversas cachoeiras, como a Cachoeira do Caiado, que tem uma queda de dez metros.


Em 2013, a reserva foi apoiada pela Fundação Banco do Brasil (FBB) com o projeto A Biodiversidade Preservando as Águas do Planeta, que promoveu o plantio de 1,5 mil mudas de árvores frutíferas da Mata Atlântica. “Agora, em 2015, voltamos a colocar em prática um novo projeto apoiado pela FBB, o Preservar Florestas é Cultivar Água. O objetivo é a preservação das nascentes da Bacia do Rio Novo”, conta o colega



Trabalho na comunidade e região privilegiada

Além das parcerias com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama), o Instituto Estadual do Meio Ambiente do Espírito Santo (Iema), a Polícia Ambiental e outros órgãos públicos e privados, João e sua família criaram uma organização não governamental (www.caminhadasetrilhas.com.br) para realizar ações de conscientização na comunidade por meio da educação ambiental. Algumas dessas iniciativas já estão sendo realizadas, como o projeto Natureza-Escola em parceria com escolas do município, a criação da Unidade de Conservação da Cachoeira do Caiado e a luta para preservar a centenária linha férrea das Montanhas Capixabas que cruza a região.

A ação mais importante que a RPPN Mata da Serra vem promovendo é a recepção de animais apreendidos pelo Ibama e por outros órgãos ambientais. A reserva é uma Área de Soltura e Monitoramento de Animais Silvestres autorizada pelo Ibama e recebe animais para reintrodução na natureza. “Possuímos três viveiros de soltura, sendo um completamente interno na Mata Atlântica, que servem para aclimatação dos animais. Já foram soltos mais de 5 mil, alguns raríssimos”, revela João.

A dedicação do colega e sua família trouxe ainda mais encanto e consciência ambiental para uma bela região do Sudeste brasileiro. “Ajudamos a ressaltar as belezas locais, próxima aos Parques Estaduais da Pedra Azul e do Forno Grande e contribuímos com o crescimento do agroturismo. A RPPN Mata da Serra é uma atração a mais em meio a este lindo cenário. Isso é muito gratificante”, conta.



 

 

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