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15.11.2012

Miriam Leitão explica a preservação dos Muriquis do Norte !

 

 

Bom Dia Brasil, Rede Globo, em 15/11/2012

Link:

http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2012/11/candidato-mascote-das-olimpiadas-e-uma-das-especies-mais-ameacadas.html

Veja Edição completa, uma preciosidade, no link abaixo:

http://g1.globo.com/globo-news/miriam-leitao/videos/t/todos-os-videos/v/reserva-em-minas-gerais-tem-a-maior-populacao-do-macaco-mais-ameacado-do-brasil/2244699/

Candidato a mascote das Olimpíadas é uma das espécies mais ameaçadas

O macaco muriqui é diferente da maioria dos outros primatas por causa do tamanho. Reserva em Minas Gerais reúne a maior população desta espécie.

Ele é o maior primata das Américas, e também um dos mais ameaçados. O muriqui, o primeiro candidato oficial a mascote das Olimpíadas do Rio, só sobreviveu por causa de uma parceria entre conservação e ciência.

No princípio, a Mata Atlântica cobria todo litoral brasileiro. Hoje, restam apenas alguns fragmentos. Um deles fica em uma fazenda em Minas Gerais, onde aconteceu uma incrível história de conservação.

“A área foi transformada em reserva quando o Seu Feliciano, que era o antigo dono, faleceu no ano 2000. Mas a história de conservação e preservação dessa área é mais antiga do que isso. Quando o Seu Feliciano comprou a área na década de 40, o combinado é que ele deveria preservar o local”, explica Marcelo Nery, biólogo da Sociedade Preserve-Muriqui.

O nome completo deste herói da nossa biodiversidade é Feliciano Miguel Abdala. Uma jequitibá-rosa era a árvore favorita dele. Ele trazia os visitantes ao local para falar da importância da preservação do meio ambiente, e dizia que a árvore era a guardiã da mata. Na mesma semana da primavera de 2000 que Seu Feliciano morreu, a jequitibá-rosa caiu, do nada.

Seu Feliciano era filho de um tropeiro libanês. A fazenda dele, Montes Claros, fica em Caratinga (MG), no Vale do Aço. Dos 2,3 mil hectares, mil ainda são mata nativa.

“Foi ele que comprou, ele que batalhou, ele que brigou por essa terra. Ele recebeu propostas milionárias de madeireiras”, disse Roberto Abdala, dono da fazenda Montes Claros.

Na fazenda vive um morador muito especial: o macaco muriqui. Existem duas espécies: a do sul e a do norte, que é mais ameaçada. Na Montes Claros está a maior população e mais bem estudada de muriquis.

O muriqui do norte esta na lista vermelha da União Internacional da Conservação da Natureza como um dos animais mais ameaçados em todo o mundo. A Sociedade Zoológica de Londres fez uma lista dos 100 animais mais ameaçados, e o muriqui do norte está nesta lista. Ele é um dos cinco mais ameaçados do Brasil.

Ele é diferente da maioria dos outros primatas. Ele é grande, alto; tem 1,5 metro. A primatologista americana Karen Strier sabe o segredo desses belos animais. Ela veio ao Brasil pela primeira vez há 30 anos, e hoje já é a maior autoridade do assunto. “O muruqui é uma das espécies mais pacíficas do mundo”, diz ela.

Na reserva, ninguém toca nos muriquis. É um jeito menos invasivo de fazer pesquisas. A observação é a maior ferramenta. Quando os muriquis começaram a serem estudados na reserva, eles eram entre 40 e 50, hoje são 320. No Brasil, existem em torno de mil, mas eles já foram um milhão. O desmatamento os dizimou. Eles precisam da Mata Atlântica e a mata precisa deles.

As sementes espalhadas pelo muriqui são a garantia da sobrevivência da Mata Atlântica. “Todo mundo sabe a importância deste macaco para o Brasil e para o mundo. Hoje ele é um senhor macaco”, afirma Roberto Abdala.

E pode ficar ainda mais conhecido, porque há uma campanha para que ele seja nosso mascote das Olimpíadas. “Eu apoio muito isso, acho fantástico porque mostra que os brasileiros estão reconhecendo o patrimônio especial deles”, diz Karen Strier.
 

 

 

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