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Unimed Sul Capixaba

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12.09.2011

Incêndio em Parques Nacionais fragilizam a natureza !

 

 

 

Incêndios atingem Floresta Nacional de Brasília e Parque Nacional de Itatiaia


Brasília (09/09/2011) – Incêndios florestais de grandes proporções atingiam na tarde desta sexta (4) duas importantes unidades de conservação federais, a Floresta Nacional (Flona) de Brasília, no Distrito Federal, e o Parque Nacional de Itatiaia, na região serrana do Estado do Rio.

O incêndio na Flona de Brasília teve início na madrugada de quinta (8) e continuava se alastrando em várias frentes no início da tarde desta sexta (9). A primeira avaliação é a de que cerca de 70% dos 9,3 mil hectares da unidade já foram queimados.

A Flona de Brasília é uma das principais unidades de conservação do DF. Além de preservar fauna e flora do cerrado, abriga cursos d´água que formam a bacia do Rio Descoberto, responsável pelo abastecimento de mais da metade da população brasiliense. Há a suspeita de que o incêndio, que começou no interior da unidade, tenha sido criminoso.

Na manhã desta sexta (9), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) ampliou o número de brigadistas no local. Eles têm o apoio de 200 homens do Corpo de Bombeiros e da Aeronáutica e, também, de voluntários. Participam ainda 15 viaturas e um helicóptero.

O sol forte, a baixa umidade e o forte vento contribuem para que as chamas se espalhem mais rapidamente. Redemoinhos de fogo são vistos na região, segundo servidores da floresta nacional. A fumaça também pode ser avistada de longe.

A maior preocupação das brigadas anti-incêndio neste momento é evitar que o fogo atinja o Parque Nacional de Brasília, que fica em área contígua à floresta. No ano passado, um incêndio devastou mais de 60% do parque.

A queimada na Flona de Brasília se soma a outros cerca de 150 focos de incêndio no DF. Duas outras unidades de conservação locais também sofrem com as chamas. Não chove na cidade há mais de cem dias. O clima seco registra umidade do ar em torno de 10% nos horários mais críticos. O índice é de deserto.

ITATIAIA – Desde domingo (4), a equipe de brigadistas do Parque Nacional do Itatiaia (PNI), no Rio de Janeiro, e da APA da Serra da Mantiqueira, em Minas, combate focos de incêndio no Planalto do Parque, na região conhecida como Alto dos Brejos. Trata-se de uma região remota, com muita turfa, o que dificulta bastante o combate ao incêndio.

Na terça (6), surgiram novos focos em outra área do Planalto, conhecida como Morro Cavado. Essa região também é de difícil acesso e foi necessário acionar as brigadas dos parques nacionais da Serra da Bocaina e Tijuca e florestas nacionais Passa Quatro e Ipanema.

Na quarta (7), a Coordenação de Proteção do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) conseguiu acionar o reforço aéreo com um Super-Puma da aeronáutica, facilitando o deslocamento das equipes e dos suprimentos.

Diversas outras equipes de combate a incêndios na região foram acionadas, como o Corpo de Bombeiros e a Academia Militar das Agulhas Negras (Aman). Há ainda o apoio de dez voluntários para logística e orientação de trilha. O tempo continua  muito seco, sem previsão de chuvas para os próximos dias..

Na madrugada desta sexta (9), chegou reforço da brigada do Parque Nacional da Tijuca e de 25 brigadistas da Aman, que já estão em campo nas ações de combate para tentar conter o incêndio no Morro Cavado. Ao todo, já são quase cem brigadistas em campo com apoio aéreo de um Super Puma, da Aeronáutica.

O centro de comando é do coordenador de Prevenção e Combate do PNI, Gustavo Tomzhinski, com apoio do coordenador do Planalto, Luiz Coslope. O chefe da APA da Serra da Mantiquira, Virgílio Ferraz, também dá apoio aos trabalhos, assim como outros servidores de unidades de conservação da região.

PANORAMA - Além da Flona de Brasília e do Parna de Itatiaia, segundo o coordenador de Emergências Ambientais do ICMBio, Christian Berlinck, os parques nacionais da Serra da Bocaina, no Estado do Rio, e do Araguaia, no Goiás, e a Estação Ecológica Mata Escura, no norte de Minas, sofrem com incêndios florestais.

Na Bocaina, 21 brigadistas fazem o combate às chamas, enquanto 14 atuam no Araguaia e dez na Mata Escura. Nesta última unidade, há ainda o apoio de outros dez homens do Parque Nacional do Caparaó (MG). No total, o ICMBio mantém 1.400 brigadistas contratados em todo o Brasil, prontos para entrar em ação a qualquer momento.

Além disso, o ICMBio mantém dois aviões air tractor (tanque) para fazer o apoio aéreo por meio do lançamento de água nas linhas de fogo. Os aviões estão sendo usados na Serra Geral de Tocantins, onde focos de incêndios antes debelados foram reativados, e no apoio a outras unidades de conservação parceiras, como a Estação Ecológica Jardim Botânico, em Brasília, e a RPPN do Caraça, em MInas, que também recebeu auxílio de brigadistas da instituição.

Ascom/ICMBio
(61) 3341-9280

  http://www.wwf.org.br/informacoes/noticias_meio_ambiente_e_natureza/?uNewsID=29707

Queimadas cobrem a capital brasileira com fumaça

Os baixos índices de umidade provocados pela seca prolongada e as queimadas que todo ano consomem parte do Cerrado jogaram uma cortina de fumaça sobre a capital brasileira esta semana. Associado a essa emissão de “gases de efeito estufa”, que provocam o aquecimento do planeta, cresceram as filas nos postos de saúde por complicações respiratórias. Tudo às vésperas do 11 de setembro, quando o Brasil celebra o Dia do Cerrado.

A estação seca ocorre anualmente de maio a setembro, mas em 2011 ela se mostra ainda mais severa. A umidade tem chegado a 10% em algumas regiões do país. As queimadas também não dão trégua, devoraram parcelas da Área de Proteção Ambiental Gama-Cabeça de Veado, da Base Aérea de Brasília, a Floresta Nacional de Brasília, a Estação Ecológica de Águas Emendadas e até uma área protegida onde está o Palácio do Catetinho, onde o então presidente Juscelino Kubitschek despachava durante a construção de Brasília.

Só no último fim de semana, segundo o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, foram registrados mais de 80 focos de queimadas, que destruíram quase 800 hectares de Cerrado. Ano passado, as queimadas cresceram 350% em todo o Cerrado em relação a 2009, como mostrou o WWF-Brasil.

Conforme a Secretaria de Saúde do Distrito Federal, a fumaça carrega substâncias tóxicas que irritam os olhos e as vias respiratórias, e prejudica principalmente quem já tem problemas como asma, bronquite e sinusite. Algumas escolas dispensaram alunos pela gravidade da situação.

“A seca e as queimadas ocorrem naturalmente no Cerrado, mas apenas em determinadas condições, por isso não podem ser encaradas como uma surpresa. O poder público precisa se antecipar e se preparar de forma mais adequada para evitar e combater esse problema, reduzindo as perdas de Cerrado, a emissão de poluentes e preservando a saúde da população”, ressaltou Michael Becker, coordenador do Programa Cerrado-Pantanal do WWF-Brasil.

* com informações do Correio Braziliense, Agência Brasil e Secretaria de Saúde do DF

 

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